Salvador – Sussuarana – Jornada de Taizé

Entre  7 e 10 de Dezembro, na paroquia São Daniel Comboni na Sussuarana em Salvador, aconteceu a Jornada da Confiança.

O testemunho da jovem Adriana, da Paróquia Nossa Senhora da Luz em Salvador, sobre a Jornada da Confiança em Sussuarana: Antes de começar a missa de encerramento, Luana ( a menina que tinha conduzido o momento de partilha do meu grupo na tarde de sábado) me perguntou se eu estava inspirada e se eu podia dar um testemunho sobre a jornada. Aceitei, mesmo sem saber direito o que falar. Durante a missa nem conseguia pensar no que poderia dizer, eu era pura emoção e lágrimas. Na homilia, as palavras do padre não só me tiraram mais meio litro de lágrimas, como me fizeram pensar mais um pouco em cada momento que eu tinha vivenciado naqueles dias. “Gratidão e saudades”: sentimentos que não só estavam enchendo as malas, mas como não cabiam mais dentro de mim e transbordavam pelos olhos. E tenho certeza que não só pelos meus. Chegado o fim da missa, fui me aproximando para falar, mas cada vez que pensava em levantar, alguém já tinha pego o microfone. Fui esperando, até que não deu mais tempo. Eram muitos querendo compartilhar suas experiências. Edson até chegou a dizer que eu iria falar, mas o feijão já estava esfriando. Foi preciso, naquele momento, guardar as palavras que nem sei exato quais seriam. Coisas de Deus. Após a missa, conversando com o Daniel e o Pablo, eles falavam que gostariam de ouvir o que eu iria dizer. O Dan então falou o porquê então eu não escrevia, já que gosto tanto. E aqui estou, minutos após chegar em casa, tentando pôr no papel, o que talvez fluiria lá na frente. Esse ano tive oportunidades únicas de vivenciar o amor de Deus. Entre eles fiz um retiro de quase um mês em um convento Passionista na Itália, fiz a peregrinação até Santiago de Compostela na Espanha e passei 2 semanas na comunidade de Taizé na França. Dessas experiências posso dizer que também levo a gratidão e a saudade pelas partilhas, ensinamentos, vivências, silêncio que senti e vivi. Mas também voltei com muitas inquietações. Nesses lugares, vivenciei uma sensação de paz tão gostosa e me questionava o quanto era difícil sentir isso aqui, nos nossos dias normais. E ficava então a saudade dessa sensação. Em outubro fiquei sabendo da Jornada da confiança. Só de saber que teria momentos de oração com Taizé já me animei. Me inscrevi. Tentei chamar alguns amigos para ir, mas não rolou. Só sabia que iria de conhecidos o Dan e a Edna, que tinha conhecido lá na França. Na semana da Jornada, uma mudança de planos. Passei para a terceira fase de uma seleção de trabalho. Fui para São Paulo. Lá descubro que ainda faltavam mais 3 fases. Passo para quarta. Volto para Salvador esperando o email com a resposta da possível aprovação ou não. A quinta fase iria ocorrer por telefone durante esse final de semana, e eu precisava estudar. Então comecei a pensar em não ir mais para a Jornada. Tinha que focar na seleção. Já tinha mandado mensagem para o Dan e para o Pablo dizendo que não daria mais para ir. Mas na quinta a tarde depois de já ter olhado meu e-mail trilhões de vezes, já tinha meio que perdido as esperanças. Se fosse para ser, seria. Ficar em casa só me deixaria mais ansiosa e angustiada. Resolvi então ir. E o quanto eu sou “gratidão” a essa faísca de desejo de estar nessa jornada. Porque hoje eu sou pura “gratidão” por cada momento que vivenciei aqui. Os encontros, os reencontros, as coincidências. As conversas, as partilhas, as danças, as orações. A luta, o amor, a alegria. Cada pedacinho faz sentido. Talvez nem precise falar tanto aqui sobre a acolhida das famílias, depois de tantos testemunhos que foram feitos. Eu até me acho bem tranquila em relação a lugar para ficar, e também como iria sem grupo, não tinha a questão de estar separada de ninguém. O que viesse estaria bom. Mas o que me deixou com um sentimento ainda maior de “gratidão” foi pensar na tamanha doação dessas famílias para conosco. Eu que venho de tão perto, de um bairro tido como mais “nobre”, me deparei lá com o que eu chamaria de verdadeira nobreza. Casas e pessoas simples que nos ofereceram tudo de melhor que tinham. O que talvez aos olhos de alguns pudesse parecer pouco, eu só conseguia ver a grandiosidade daquela acolhida. Do nos fazer se sentir parte, não apenas uma visita, mas como membro da família e da comunidade. Ah, “comunidade”, lá essa palavra ganha um sentido mais real. A vida em comunidade. Comentava que onde moro, somos tão “educados”, tão “instruídos”, mas não vivemos a comunidade. Dificilmente existe a convivência. Paro para pensar em quantos vizinhos conheço, quantos sei o nome, e vejo o quanto são poucos. Muito poucos. E lá, enquanto fazíamos as visitas, observava seu Leandro falando com todos por quem passávamos. Ele cumprimentava um, perguntava sobre a mãe do outro, e se a filha de Fulano estava bem. E com quem você falasse na rua, não vi um, que não te respondesse. Enquanto aqui do lado “nobre”, quantas vezes entramos no elevador, e não nos cumprimentamos, não procuramos saber como o outro está. Estamos tão ocupados e preocupados com nos

Rio de Janeiro – Celebração de 50 anos da presença da Comunidade Taizé no Brasil.

No dia 2 de setembro no colégio Sto.Inácio no Rio de Janeiro houve uma oração de Taizé, a celebração dos 50 anos da prença da Comunidade de Taizé no Brasil.

 

Aqui está o link com a oração.

Todas primeiras segundas-feiras do mês, as 19hs, no colégio Sto. Inácio, no Botafogo um grupo de pessoas se reúne para uma oração com os cantos de Taizé