18 de junho de 2017 – Celebração dos 50 anos da presença dos irmãoes de Taizé no Brasil

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Deus sempre visita seu povo.

Grande é nossa gratidão!
Juntos, queremos dar ao Domingo 18 de junho de 2017 um rosto de paz e alegria.
Esperamos vocês a partir das 8h, para iniciarmos a caminhada as 10h que incluirá pequenas paradas, lanche e celebração Eucarística.

Sendo assim, a Festa do Bom Jesus Luminoso será integrada a este momento.

Esperamos com alegria a cada um(a) de vocês.

O sábado santo

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O Sábado Santo é o grande esquecido no Tríduo pascal. Jesus não está mais. A comunicação terminou. Será que quem ama pode esquecer?  Aí só ficam 6ªf Santa e domingo da Páscoa, sendo que a 6ªf ainda é mais celebrada do que a Ressurreição.

Será que é assim em todas as tradições cristãs? O oriente sempre soube guardar o sentido do sábado santo, mas na liturgia do ocidente houve este esquecimento.

Se 6ªf fala da morte de Jesus e morte de Cruz, a Páscoa fala da sua primeira manifestação como Ressuscitado.

Como se explica “o que se deu” entre a morte de Jesus e a manifestação como Ressuscitado? Ninguém viu Jesus ressuscitar.

Jesus usava parábolas do campo:joga-se  semente na terra (6ªf) e dias depois se vê o broto (Páscoa)

A Transformação se passou dentro da terra, claro com ajuda da água, do calor.

O Sábado Santo é este Espaço da Transformação. Já no Gn. 2,3, quando  fala da criação, no 7ºdia não se conclui como nos outros dias: fica em aberto. Será que deixou a porta aberta para o que será este espaço de transformação, mistério da Páscoa?

Fala que Deus descansou de todo este trabalho. Este descansar, repousar será a porta secreta para descobrir o Sábado Santo.  Jesus em Mt 11,28  convida para descansar um pouco, ser ensinado antes de ser enviado.

O lugar onde estamos se chama MOMBITABA (tupy guarani), casa de repouso.

O Filho do Homem é o Mestre do sabbat judaico porque encarna a misericórdia divina e torna presente na vida do povo o sabbat verdadeiro.

O AT fala do Sheol (mundo dos mortos) onde Jesus desce na força do Espírito. É o tempo significativo para ter certeza do fim do velho tempo e o começo do NOVO TEMPO.Jesus, solidário, aos pecadores separa o mal do pecador. Ele , inocente, toma sobre si o Mal por Amor para que triunfe a vida, a plena comunhão com Deus. Por isso, Sábado Santo e Páscoa são 2 irmãos. Faz parte da PASSAGEM (Páscoa); sofrer, morrer, descansar e se levantar.  Não pode ser provado, só celebrado.

Todos os rituais de passagem (candomblé, indígenas, etc) estipulam uma destruição do que era e uma re-construção do novo. É um novo caminho além do mundo com suas limitações (Gl.3,28, todos iguais)

Aquilo que foi morte não foi fracasso, mas sim ato de amor. Nada foi em vão. É sim eficaz. (símbolo do batismo:morrer ao pecado para nascer do alto).

Isto coloca o cristão, cristãos, igrejas, numa situação limite, para não dizer marginal:viver neste mundo sem ser deste mundo. O que vale dizer para o cristão o Centro é Deus. No espaço do Sábado Santo o mundo descobre sua verdade:ser criação de Deus. Cristo, ao entrar no mundo, pegou o caminho da periferia . Só entende bem quem está em baixo na sociedade, os sem interesse nas coisas do mundo e por isto dispostos a acolher o Novo.  O termo “paróquia” significa os “esquecidos” que é o próprio do sábado santo (na prática virou uma unidade geográfica para organizar uma porção de fieis de uma diocese)

Ora o Sábado Santo é um KAIROS, o momento urgente e favorável, invisível porque enraizado em Deus e não no nosso mundo.A morte de Jesus é a plena revelação da sua identidade a saber:dia que antecipa um universo transformado em Reino de justiça e paz.

Nossa experiência e nosso pedido é ser tocado por Aquele que é a porta para passarmos por uma transfiguração por dentro. É conversão, metanoia.

A fé cristã é uma revolução, não violenta, que deu certo. É uma virada completa do Universo.

“Não é o ato religioso que faz ser cristão, e sim a participação no sofrimento de Deus na vida do mundo “ (Bonhoeffer).

O encontro da POM (Pontificias Obras Missionárias) 18-20/11 2016

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O encontro da POM (Pontificias Obras Missionárias) 18-20/11 2016
Foi uma visitação a nossa pequena e frágil Fraternidade que beira seus 50 anos no Brasil.
Visitação porque a divina graça obra em silencio em jovens. Daniel de Vitória da Conquista participu da jornada da confiança na sua cidade em 2008 e pela segunda vez na jornada da Lapinha/SSA em 2015. Conhecia a nossa caminhada e sua intuição foi acolhida pelo pe. Mauricio da POM em brasilia. Assim 60 jovens, animadores(as) de 10 Estados trouxeram o melhor de si e souberam juntos fazer uma experiencia forte de espiritualidade missionária.
Suas vidas profissionais os mantiveram acordados ao potencial missionário depositado em cada um , testemunhando com responsbilidade o Reino  de Deus na alegria.

Uma Páscoa em saída…

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Uma Páscoa em saída…
Há quase 40 anos,  se radicar nas margens de Alagoinhas, caracterizadas por pequenos sítios de laranja, foi um sinal de saída.
Os anos passaram, entraram  luz, transporte coletivo, água, tudo da cidade, claro não sem luta, e assim também a vida da Comunidade dos irmãos se estabilizou.
Precisou de um Papa Francisco, de um ano jubilar da misercórdia, para desestabilizar nosso programa da Semana Santa e Páscoa.
O encontro de Betânia, como oração da noite, foi celebrado na Nova República dentro da capela em construção. A oração foi acompanhada por umas 30 pessoas.
6ª feira Santa, a Paixão ao vivo, preparada pelos jovens, foi celebrada no Alto da Cruz, bairro sem paz devido as drogas. Pastores evangélicos que reunem suas comunidades no mesmo bairro, estavam presentes.


Ainda no tempo pascal, na primeira 4ªf de abril houve a oração de Taizé no colégio Vieira em Salvador.
Em vez de ser na capela Santo Inácio foi no Santuário Nª Sª de Fátima devido ao grande número de pessoas, pessoas do curso noturno gratuíto do colégio que quis celebrar a sua Páscoa.

Semana Santa 2016

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  • Domingo de Ramos
    08.30 h – Entrada de Jesus em Jerusalém (Missa)
  • Segunda-feira Santa
    19.00 h – Jesus em Betânia    Local: Nova República
  • Quinta-feira Santa
    19.00 h Lava-pés e Ceia do Senhor
  • Sexta-feira Santa
    19.00 h – Encenação da Paixão de Cristo Local: Alto da Cruz
    Depois Oração da Cruz- Local: Taizé
  • Sábado de Aleluia
    19.00 h  -Vigília Pascal  com Batismo de crianças, jovens e adultos
  • Domingo de Páscoa
    06.00 h           Cantar o Ressuscitado no bairro, começando em Taizé
    07.30 h           Confraternização no gramado da igreja
    08.30 h           O Ressuscitado no meio de nós (Missa)

 

Programação para 2016

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Encontro de Carnaval
06 a 11 de Fevereiro de 2016

 

Encontro de Semana Santa
24 a 27 março de 2016

 

Retiro para religios@s e leig@s
Assessor: pe Jair, SJ
21 a 24 de Abril de 2016

 

Retiro- Caminhos de comunhão
01 a 03 de Julho de 2016

 

Encontro de aprofundamento da espiritualidade do Bom Jesus Luminoso
05 a 07 de Agosto de 2016

 

Curso de Eneagrama 1a. Etapa
Assessora: ir Bernadete
26 a 28 de Agosto de 2016

 

Estudo Bíblico
Assessor- João Batista – Comunidade do Discípulo Amado – Serra da Catita
09 a 11 de Setembro de 2016

 

Estudo sobre Missão
Assessora- Mônica Muggler
21 a 23 de Outubro de 2016

 

Retiro para religios@s e leig@s
Assessora: ir Annette Havenne
11 a 18 de Dezembro de 2016

 

Celebração de 100 anos de nascimento de ir.Roger

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Irmão Roger escolheu o caminho da Promessa de Deus que nos criou comunhão. Sua vida doada virou bênção através da presença de milhares de jovens e representantes de todas as religiões. Os grandes momentos celebrativos se fizeram na natureza e as partilhas e refeições com trocas de experiencias debaixo de toldos. Pela primeira vez todos os irmãos de todos os Continentes estavam presentes. Selaram juntos a renovação dos compromissos à vida. De novo fomos enviados uns para os outros em Taizé, nas fraternidades existentes e na nova fraternidade em Cuba na alegria, na simplicidade e na misericórdia.

O ícone da misericórdia

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Ao longo de todo o ano de 2015, a Comunidade de Taizé celebra os 75 anos da sua fundação e convida a recordar o irmão Roger, 100 anos após o seu nascimento e 10 anos depois da sua partida para a vida da eternidade. Como o tema de reflexão para este ano é «Rumo a uma nova solidariedade», a Comunidade decidiu mandar pintar um ícone que conta a história do bom Samaritano. Este texto bíblico, do capítulo 10 do Evangelho de São Lucas, dá um exemplo concreto do que é a vivência da solidariedade. O ícone foi pintado pela oficina francesa de iconografia São João Damasceno.

Descrição

A personagem principal do ícone é Cristo, representado de pé, ao centro. É esguio e está vestido com uma veste branca com tons de verde. A sua bela face, acolhedora, é a parte mais significativa do seu corpo. Com a sua mão direita dá a bênção e na mão esquerda segura o Evangelho aberto, mostrando as letras gregas alfa e ómega.

Cristo está rodeado de uma mandorla preenchida com traços azuis escuros e vermelhos e com linhas brancas e douradas que animam a superfície da mandorla com um movimento ondulatório. Uma grossa faixa branca forma a cercadura da mandorla. Esta faixa não se limita a seguir o contorno, mas desdobra-se em laços que formam seis círculos dispostos de forma regular em redor da mandorla. No interior destes círculos, está representada em seis episódios a parábola do bom Samaritano.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo, as imagens contam, pois, de cada lado de Cristo, esta passagem do Evangelho. A primeira imagem mostra os dois salteadores que atacam a vítima. Na segunda, vê-se o homem estendido no chão e o sacerdote e o levita a passar rezando, deixando no entanto a vítima no caminho. De seguida, o bom Samaritano chega com o seu burro, debruça-se sobre o homem e ergue-o. Cura as suas feridas. Na estalagem o homem ferido está numa cama e o bom Samaritano ao seu lado. Na última imagem, por fim, a vítima, o bom Samaritano e o estalajadeiro estão sentados a partilhar uma refeição à volta de uma mesa.

Em cima e em baixo da mandorla, com Cristo ao centro, estão representados quatro anjos a adorar a Deus. Três são vermelhos e o último azul esverdeado. Sobre o ícone, atrás dos anjos, encontra-se uma faixa vermelha que segue um movimento ondulatório onde se pode ler: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40).


Significado

Cristo vestido de branco é o Cristo celeste, transfigurado tal como ele virá no fim dos tempos. Pela sua presença, ele abençoa-nos e conta-nos a história do bom Samaritano. A mandorla significa o mistério de Deus que não somos capazes de compreender. Contudo, vestido de branco como um recém-nascido, Cristo vem até nossa casa e revela-nos Deus.

Nas imagens que contam a parábola, a vítima está também representada com uma veste branca: Cristo está presente no ser humano ferido que precisa da nossa ajuda. Em algumas das imagens, a posição da vítima recorda momentos da paixão de Cristo (a flagelação, a descida da cruz). O bom Samaritano está vestido de verde, cor que simboliza a presença do Espírito Santo. É verdade que não é fácil ajudar os que precisam, mas se o fazemos o Espírito Santo vem sobre nós e age através de nós.

Na primeira imagem, vemos três pessoas: os dois salteadores que atacam a vítima. A imagem mostra-nos uma trindade desfigurada. Ao recordar a narrativa do assassínio de Abel por Caim no início da Bíblia, a história começa por mostrar a harmonia desfigurada pelo pecado. O homem, ainda que criado à imagem de Deus, deixa de se parecer com ele. Na última imagem, vemos de novo três pessoas. Estão sentadas à volta de uma mesa sobre a qual está uma taça – como no ícone da Santíssima Trindade: a harmonia trinitária restabeleceu-se. Se uma piedade que esquece o próximo, como a do levita e a do sacerdote que passam ao lado da vítima, é apenas uma forma de idolatria, o amor, a obra de caridade do bom Samaritano, é o que restaura a humanidade à imagem de Deus.


Estilo artístico

O ícone foi realizado de acordo com a técnica tradicional da iconografia transmitida pela Igreja Ortodoxa: tempera-se o ovo e o chapeamento de ouro numa prancha em madeira, coberta de «lefka» (um revestimento branco à base de giz). Como na maior parte dos ícones, o estilo de representação é principalmente o da arte bizantina. Contudo, considerando que a arte do ícone não é um dom reservado apenas ao Oriente cristão, foram introduzidos diferentes elementos da tradição artística do Ocidente, e designadamente da região da Borgonha, na expressão da figura de Cristo e no conjunto da composição. Assim, Cristo recorda o Cristo em glória da capela dos monges em Berzé, onde se encontra um Cristo tal como costuma estar representado nos tímpanos das igrejas românicas, como por exemplo em Vézelay. O conjunto da composição, com o jogo de laços da mandorla, inspira-se na arte das iluminuras.

De um ponto de vista artístico, o interesse do ícone reside sobretudo no facto de que não se trata de uma cópia de uma imagem tradicional, mas de uma representação completamente nova. A partir da reflexão sobre a parábola do bom Samaritano, nasceu uma imagem que, através das suas formas e cores, nos revela o Evangelho com uma nova frescura. O ícone inscreve-se, pois, na tradição viva através da qual o Espírito Santo nos faz sempre de novo descobrir a fé.