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O trabalho do vitral é milenar (a sua origem está no Meio Oriente, na Síria e no Líbano atuais) e muito espiritual. Os vitrais convidam a encontrar a luz, a jogar com ela, a tentar de amansa-la, de captar os seus segredos e assim tornar a nossa vida quotidiana mais bela. Relacionarnos com a luz muda alguma coisa em nós, eleva as nossas aspirações, nos ajuda a nos tornar mais humano. Este trabalho do vitral resume muito bem o que nos, irmãos de Taizé, buscamos em nossa vida. Também o trabalho na oficina, junto com alguns artistas do nosso bairro, é a ocasião de revelar a beleza da criação e, através do nosso trabalho, na aventura da criação. Tentamos de dar o melhor da gente na tradição monástica. Isso também é celebração do amor de Deus.
Trabalho com o vidro e com o chumbo exige uma alta precisão e muitas horas de labor. A técnica, artisanal, é quase a mesma desde a Idade Media. Mais os pedaços são pequenos e mais se assemelham a ourivesaria. Mas quando se coloca o vitral terminado na luz, a alegria nasce do encanto de ver a combinação das cores. Mesmo se não se faz por acaso, é sempre uma surpresa. Existem, também as variações da luminosidade durante o dia, porque as luzes de manha, de meio dia ou de tarde não são iguais e provocam efeitos diferentes. Tudo isso participa na impressão de vida que chega do vitral e que faz que ele seja tão fascinante.
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